Mostrando postagens com marcador Sistemas de Escoamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sistemas de Escoamento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Briefing: Inspeção em sistemas subterrâneos de indústria de bebidas

Foi realizada a inspeção nas redes de Água Pluvial (AP) de uma indústria de bebidas no RS, com o objetivo de identificar a origem de contaminação com Efluente Industrial (EI), indicado por índices de DBO e DQO alterados, bem como identificação de defeitos na rede.
Foram identificadas caixas de inspeção que coletavam EI, e através da inspeção visual remota verificou-se sua conexão com as redes AP, originando a contaminação referida.
Através da videoinspeção, constatou-se também que a movimentação de solos que ocorre no terreno em que situa-se a planta industrial ocasiona o desencaixe das manilhas de condução da rede AP, gerando a percolação através do solo, do fluido passante nas tubulações. A mesma movimentação, agravada pela referida percolação, apresenta também riscos estruturais às edificações, que já apresentam evidências de danos estruturais.
Ao final da inspeção, foi gerado relatório de inspeção, de 7 páginas, contendo imagens coletadas em campo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Laudo de inspeção em rede de distribuição de gases medicinais

Foram contratados os serviços de engenharia para acompanhar os testes e correções realizados pela empresa Global Leak Detection nas instalações de uma clínica cirúrgica de alto padrão da região metropolitana. A situação alegada pelo cliente era de que as instalações da rede de gases medicinais - N2O, O2, e Ar comprimido - não estavam retendo a pressão nos ensaios de estanqueidade realizados pela fornecedora de gases medicinais. Visto que as instalações eram novas, foram chamados o engenheiro civil responsável pela obra e o executante da instalação da rede, bem como os instaladores das estativas das salas cirúrgicas. Todos alegaram ter realizado os devidos testes por ocasião da conclusão de seus trabalhos, e não ter verificado defeitos.
Os objetivos do acompanhamento deste trabalho foram: (a) Verificar a conformidade das instalações com a norma ABNT NBR 12188/03; e (b) Acompanhar os ensaios não destrutivos realizados pela empresa contratada e suas intervenções corretivas, para garantir a conformidade com as normas ABNT NBR 15183/10 e NBR 15345/06.
Em relação ao item (a), verificou-se que foram respeitados em geral as recomendações da norma técnica que rege estas instalações, com algumas pequenas não conformidades, quais sejam o código de cores utilizado para identificar o fluido passante nas tubulações, e o contato direto entre metais de diferentes potenciais eletroquímicos, potencializando a oxidação precoce da tubulação de cobre.
Com respeito ao item (b), acompanhou-se os ensaios de estanqueidade e constatou-se a manutenção da pressão durante o período de ensaio recomendado na norma, após 3 intervenções corretivas em trechos da rede.
Ao final da inspeção, foi gerado laudo técnico de 9 páginas apontando todas as irregularidades encontradas, as ações corretivas adotadas e confirmando a execução dos testes recomendados nas normas técnicas vigentes.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A "tríade inseparável" em sistemas de escoamento forçado de fluidos incompressíveis

Em grande parte das aplicações industriais, rurais e urbanas, sistemas de escoamento de fluidos incompressíveis (ver nota) requerem a utlização de bombas. Isto se dá desde aplicações complexas, como bombeamentos de fluidos não-newtonianos através de bicos de aplicação em injetoras de termoplásticos, até as funções mais simples, como sistemas de recalque em edifícios residenciais, ou bombas de captação de água em irrigações rurais.
No entanto, para um correto funcionamento do sistema, o projeto e a execução devem observar a necssidade de outros dois itens, além da bomba propriamente dita. A figura abaixo auxilia na identificação destes itens de projeto.
1) tanque ou vaso de acúmulo da bomba - é um recipiente, devidamente dimensionado de acordo com a vazão da bomba, que visa suprir a entrada da bomba com o fluido escoante, garantindo uma energia mínima de entrada necessária para que a bomba não cavite (NPSH).
2) bomba - é o equipamento responsável por fornecer a energia necessária para que o fluido escoe. Podem ser rotativas, de deslocamento positivo, ou outros tipos alternativos. Na saída da bomba, a energia entregue ao fluido encontra-se armazenada na forma de pressão.
3) Válvula da saída da bomba - tem por objetivo regular a vazão de saída da bomba, bem como possibilitar a interrupção do fluxo do fluído, quando necessário.
Esta "tríade" deve estar presente em todo sistema de escoamento forçado. O que muitas vezes ocorre é que o elemento pode estar presente de maneira não evidente. Por exemplo, as chamadas "bombas autoescorvantes" são bombas que possuem acopladas a carcaça seu próprio vaso de acúmulo. E que dizer das bombas de captação para ETAs ou irrigação? Neste caso, normalmente são utilizadas bombas submersíveis, onde o impelidor da bomba entra em contato direto com o corpo de água de onde ela esta sendo captada. Assim, o próprio corpo de água - rio, lago, açude, etc - serve como vaso de acúmulo da bomba.
A ausência ou mau dimensionamento de um destes elementos pode comprometer o bom funcionamento do sistema. Como exemplo, veja o caso do que ocorreu em um condomínio horizontal da grande Porto Alegre, cujo abastecimento de água se dava através de captação em poço artesiano.
Foi relatado que o sistema de abastecimento das casas não atendia satisfatoriamente a demanda, chegando a água com "pouca pressão" (tecnicamente, seria baixa vazão) as residências. Constatou-se que parte das residências estava utilizado escoamento puramente por gravidade, enquanto outra parte se valia de pressurizadores (bombas de pequeno porte) instaladas na entrada. O que, então, ocorria? Havia ausência de vasos de acúmulo antes de cada pressurizador, gerando assim uma pressão negativa na rede de abastecimento do condomínio, o que ocasionava a baixa vazão, mesmo nas residências com pressurizador. A solução seria: a)instalação de um sistema de pressurização "central", na saída do reservatório do condomínio; ou b)instalação de reservatórios individuais em cada residência, e pressurizadores instalados na saída dos reservatórios.
O exemplo acima ilustra a importância de se observar a "tríade" dos sistemas de escoamento forçado para fluidos incompressíveis. Evidentemente há outras variáveis de projeto, que devem ser levadas em conta para o correto funcionamento do sistema. A melhor alternativa para contornar um problema com sistemas de escoamento forçado é solicitar a revisão do sistema por parte de um engenheiro químico, mecânico ou sanitarista.

Nota: Fluidos considerados incompressíveis são aqueles que sofrem variação insignificante do seu volume com a variação da tempertura. Pode-se dizer que a maioria dos líquidos enquadra-se na definição de fluidos incompressíveis (água, óleo, gasolina, etc). Já os fluidos compressíveis são aqueles que variam grandemente seu volume com a temperatura. Neste enquadram-se a maioria dos gases (ar, GNV, GLP, etc).